Escrever um romance é, na maior parte do tempo, um ofício solitário. Passamos meses, às vezes anos, imersos nos pensamentos e dores dos nossos personagens. Mas o momento em que a história finalmente encontra os leitores é quando a verdadeira mágica acontece: a ficção deixa de ser apenas uma invenção e passa a ser um espelho da vida real.
Nas últimas semanas, tive a imensa alegria e honra de ver Conexões Tardias ser destaque na mídia, com matérias publicadas em veículos como o Diário do Pará, o portal Aconteceu SP e a Woo Magazine, entre outros.
Ver o meu livro de estreia ocupando esses espaços é uma grande vitória pessoal, mas confesso que o que mais me emociona não são as manchetes e sim o foco que essas reportagens deram ao verdadeiro coração da história: os nossos abismos familiares.
Em Conexões Tardias, a trágica e precoce partida de Ayla, uma jovem de 21 anos, obriga sua mãe, a advogada Estela, a enfrentar um luto devastador e a buscar respostas onde só parecia haver silêncio. No entanto, a repercussão da imprensa tocou num ponto bem atual que permeia o livro: como o isolamento digital e a falta de diálogo têm criado gerações de famílias que dividem o mesmo teto, mas habitam universos completamente paralelos.
A matéria do jornal Diário do Pará levantou uma reflexão que considero essencial: o impacto da leitura na nossa formação emocional. Os livros nos ensinam a lidar com as nossas próprias emoções e nos dão vocabulário para enfrentar as crises que, por vezes, não conseguimos nomear.
Durante muito tempo, o diálogo foi negligenciado dentro de casa. Relações engessadas por um autoritarismo rígido deram lugar, hoje, a uma hiperconectividade paradoxal — estamos todos online, mas raramente estamos presentes. A ficção, então, entra como uma ferramenta de empatia. Ela nos permite olhar para os erros de Estela e Ayla e, de certa forma, perdoar ou tentar consertar os nossos próprios distanciamentos familiares.
Deixo aqui embaixo os recortes dessas matérias que me encheram de orgulho. É um lembrete de que, mesmo quando falamos sobre a dor, o luto e os silêncios, a literatura continua sendo a ponte mais forte para nos conectar. E caso tenha interesse, te convido a ler as matérias na íntegra, através dos seguintes links:
https://diariodopara.com.br/entretenimento/toda/atualidades/habito-de-leitura-no-brasil-patina-embora-seja-fundamental-para-o-desenvolvimento-psicossocial-dos-mais-jovens/
https://aconteceusp.com/2026/06/03/como-criar-uma-relacao-saudavel-entre-pais-e-filhos-com-limite-afeto-e-escuta-ativa/2089/
https://woomagazine.com.br/conexoes-tardias-cristina-padilha-livro/
E você? Já parou para pensar em como a literatura te ajudou a entender melhor as suas próprias relações familiares? Deixe a sua opinião nos comentários, vou adorar ler!


