O eco de Conexões Tardias em Pernambuco: Uma reflexão sobre o tempo e o silêncio

É com muita alegria que compartilho com vocês um marco especial na jornada de Conexões Tardias. Nesta semana, o meu romance de estreia apareceu na coluna literária do Jornal do Commercio de Pernambuco (JC PE).

Ver a história ganhando asas e alcançando novos leitores pelo Brasil é sempre emocionante, mas o que me tocou nessa publicação foi o recorte escolhido pela coluna para apresentar a obra. A nota destacou que o livro “dialoga com questões atuais, como a falta de tempo ocasionada pela multiplicidade de demandas e seus efeitos nas relações”, propondo uma reflexão sobre os “silêncios que atravessam as relações familiares”.

E isso é, de fato, a espinha dorsal de Conexões Tardias.

Vivemos na era da urgência. Nossas agendas estão sempre lotadas, nossas mentes sempre ocupadas com o próximo compromisso. Nesse turbilhão, o que mais sacrificamos é a presença real e a escuta ativa dentro da nossa própria casa.

Na ficção, a minha protagonista, Estela, é o retrato dessa mulher contemporânea. Uma advogada bem-sucedida, absorvida por suas demandas, que de repente se vê obrigada a parar quando uma tragédia a obriga a olhar para os muros de silêncio que foram erguidos entre ela e a filha.

A menção no Jornal do Commercio me fez refletir sobre como essa “falta de tempo” é, na verdade, uma epidemia silenciosa. Nós normalizamos o distanciamento afetivo em nome da produtividade. Mas até quando o afeto pode esperar?

Convido você a ler a nota completa na coluna literária do JC PE: https://jc.uol.com.br/colunas/literaria/2026/04/04/literatura-negra-brasileira.html

E, mais do que isso, a mergulhar nas páginas de Conexões Tardias para investigar, junto com a Estela, quais são os silêncios que precisam ser quebrados na sua própria história.

(Deixe aqui embaixo, nos comentários do blog, a sua opinião: como você tem lidado com a falta de tempo na sua rotina familiar?)

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Cristina Padilha

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